O Assédio Moral nas Relações de Trabalho

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O surgimento do assédio moral é favorecido por certas crenças de que um estilo de comando autoritário, que pressiona sistematicamente aos subordinados, permite rentabilidade máxima.

Também é favorecido pelas novas formas de trabalho, que visam otimizar os resultados sem considerar o fator humano, gerando tensão e criando, assim, condições favoráveis para que se estabeleça o assédio moral.

O agressor, grosso modo, costuma ser um vencedor no âmbito empresarial (agressivo, vivo, rápido, sem consideração para com a vítima), enquanto que o agredido é visto como débil.
Contudo, em boa parte dos casos, as vítimas não são particularmente débeis, mas, ao contrário, o assédio tende a iniciar quando a vítima reage contra o autoritarismo, embora as circunstâncias e a pressão a que estão submetidas os converte em débeis. [1]

A evolução social, empresarial e tecnológica pode provocar assédio moral quando, em uma empresa, se dê maior relevância aos fatores econômicos que aos fatores humanos. Em muitos casos, aparece porque não existem canais de comunicação eficientes.

Uma característica da situação é a de ser um conflito assimétrico entre duas partes, no qual a parte assediadora conta com mais recursos, com apoio, com poder, ou se encontra em uma posição hierárquica ou situacional superior à da vítima.

Nessa dinâmica, de acordo com o que pondera Asse, “o agressor se vale, normalmente, de algum argumento ou estatuto de poder, como a força física, a antiguidade, a força do grupo, a popularidade ou o nível hierárquico, para realização dessas condutas”.[3]

Destarte, para que exista o assédio moral, é necessária a existência de uma relação de poder marcada pela assimetria, que não necessariamente deve ser hierárquico, podendo também tanto ser de experiência adquirida ou outras particularidades como em ambos os sentidos, do “poderoso” ao “débil” ou entre trabalhadores da mesma categoria hierárquica.

Destarte, para que exista o assédio moral, é necessária a existência de uma relação de poder marcada pela assimetria, que não necessariamente deve ser hierárquico, podendo também tanto ser de experiência adquirida ou outras particularidades como em ambos os sentidos, do “poderoso” ao “débil” ou entre trabalhadores da mesma categoria hierárquica.

Autor: Luiz Gustavo Muglia

[1] ASSE, Vilja Marques. Um fenômeno chamado psicoterrorismo. Justiça do Trabalho, a. 21, n. 247, jul./ 2004, p.33.
[2] ASSE, Vilja Marques. Op. Cit., p. 43.
[3] ASSE, Vilja Marques. Op. Cit., p. 43.